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terça-feira, 4 de maio de 2010
A MORTE DO LOBO...
O Lobo, lindo, de pelagem cinzenta e olhar profundo, solitário e triste, cabeça baixa, caminha, cambaleando, pisando a folhagem, na minha direcção.
Os seus olhos tristes, feridos de morte, olham-me, com desespero.
Eu sei, ele sabe, a morte está perto.
De súbito, solta um longo e doloroso uivo, que soou em toda a floresta como uma despedida.
O Lobo estremeceu... Eu estremeci...
Conduzi-o até uma gruta, escondida entre abetos, e ali, no abrigo da folhagem, exalou o último suspiro, nos meus braços, que o abraçaram fortemente...
– Vai, Lobo, vai...
Leva contigo o meu coração despedaçado e as minhas lágrimas...
A tua vida foi uma constante luta pela sobrevivência, no mundo onde manda o homem. Que mal fizeste tu para que ele te assassinasse?
Mal nenhum, eu sei.
Tu partiste, Lobo. Para onde?...
Como posso saber?...
Só sei que nesta floresta, na nossa floresta, permanecerá a tua honestidade de Lobo e a nossa amizade, em cada madrugada que vier...
Para sempre, Lobo...
Para sempre...
(Origem da imagem: Internet)
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