© Todos os direitos reservados

terça-feira, 8 de julho de 2014

A TECEDEIRA DE BARCAS

 
 
Pintura: "A tecedeira de Barcas" - Maria João Brito de Sousa

Tecedeira;
(aquela que vive)
 
- Remador da Barca eterna,
Líquidas mãos de cristal,
Dá-me contas desta espera,
Diz-me quem sou, afinal,
 Pois, se ao mar foste em pecado
Na tua Barca- Encantada,
Dele voltaste imaculado
Em forma de água salgada…
( “quem vive”, aguarda na areia,
fitando os olhos de sal
de um mar cuja voz se estreia
na condição de imortal)
 
Remador;
(a Vida/barca)
- Mulher que teces as barcas
Onde havemos de embarcar,
Venho de antigas fronteiras
Antes das ondas do mar,
 Da própria areia da praia
Onde ficavas sentada
Sonhando as mãos que engendraram
A mesma Barca- Encantada…
 
Maria João Brito de Sousa – 2003/4 (?)
Nota – Poema ligeiramente modificado, face ao manuscrito original.
Fonte:

1 comentário:

  1. Muito grata pela escolha deste meu poema, deixo o maior dos meus abraços!

    ResponderEliminar