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domingo, 14 de agosto de 2011

EUGENIO MONTALE




Prémio Nobel da Literatura em 1975, Eugenio Montale (Itália, 1896-1981) escreveu, segundo António Cabrita, este que é um dos mais lúcidos e terríveis poemas do século XX, e que passo a transcrever:



Vejo um pássaro imóvel na goteira,

pode parecer um pombo mas é mais esguio

e tem um vago tufo na cabeça ou talvez seja o vento,

quem poderá sabê-lo, as janelas estão fechadas.

Se tu o vês, quando te acordam

os motores dos barcos, isto é tudo quanto

nos é dado saber sobre a felicidade.

Tem um preço demasiado alto, não é para nós e quem a tem

não sabe o que fazer com ela.

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