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terça-feira, 7 de junho de 2011

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

DOLÊNCIA...




Vem, noite, vem...

Acolhe-me entre os teus braços,

Para que ninguém saiba que chorei...


Texto e Foto © Josefina Maller

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

TEMPESTADE...



Solitariamente,
a noite chora
e chove lágrimas
e suspira dores
e grita ventanias...



As estrelas estremecem e,
com medo,
a Lua apaga-se...

© Josefina Maller

Web site desta imagem: magopatologico.wordpress.com

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PINGO D’ÁGUA...



Sombria vai a noite...


E aquele pingo d’água

ilumina os versos

que a folhagem sussurra

debruçada sobre

o pequeno abismo que a

separa do riacho

de águas mansas

que se afastam,

silenciosas,

para não despertarem

as estrelas...

terça-feira, 20 de abril de 2010

SÚPLICA...



Eis-me prostrada sobre a terra,

ainda húmida do orvalho da noite.

Sinto-lhe o cheiro forte e doce,

este cheiro que me conduz

a um tempo que desconheço,

a lugares nunca visitados,

a experiências nunca vividas,

a memórias imemoráveis,

a um sino que toca na escuridão,

a pedras soltas,

ruínas,

heras cobrindo muros...

Não sei onde estou,

não sei o que sou,

não sei...

O que queres de mim, terra,

que me chamas com o teu odor, forte e doce...?

Por que me arrastas

para estas desconhecidas lonjuras? ...

Deixa-me voltar

para o meu universo

feito de silêncios e sons,

de luas e sóis,

e desta flor que

desabrocha todas as manhãs,

no meu olhar...

quinta-feira, 11 de março de 2010

SONATA EM FUGA...



Fujo do vento
que fustiga a minha melodia
ainda inacabada.

Fujo do tempo e
das madrugadas
do meu desencanto.

Fujo da cotovia
cujo canto enfeitiça
o meu querer.

Fujo das vozes
que no meu ser
gritam o desespero.

Fujo da noite
que me envolve em sonhos
impossíveis de sonhar.

Fujo de mim
morrendo lentamente
desde o dia em que deixei
o cálido ventre de minha mãe...

...

Ó vento, segue o teu rumo
e deixa-me a sós com a minha melodia!

Ó tempo, pára por um instante
e devolve-me as madrugadas que foram minhas!

Ó cotovia, liberta-me do teu canto
e quebra o feitiço que a ti me prende!

Ó vozes, parai de gritar
para que eu ouça apenas o meu silêncio!

Ó noite, adormece-me em ti
ou então deixa-me partir,
porque perdi o momento de existir
e preciso de voltar ao cálido ventre de minha mãe...

sábado, 30 de janeiro de 2010

SOU NUVEM QUE PASSA...



A noite veio


envolta em sonho,

e eu sonhei...

...

Amanhece agora

e eu vou embora

não mais voltarei.

Porque

sou ar

sou vento

sou nuvem

que passa

ligeira,

não posso ficar...