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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

MOMENTO...



Fascina-me o teu olhar,
o teu sorriso...

Fascina-me a brancura da tua pelagem
e essa entrega à neve do caminho...

Fascina-me o ser que és:
plácido e inabalável,

dissolvido neste mundo, que é o nosso,
teu e meu...

Embalado pelas sonâncias da noite,
submerso na luz da mesma Lua...

Tu e eu,
iguais nas emoções que partilhamos...

© Josefina Maller

terça-feira, 7 de junho de 2011

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

TEMPESTADE...



Solitariamente,
a noite chora
e chove lágrimas
e suspira dores
e grita ventanias...



As estrelas estremecem e,
com medo,
a Lua apaga-se...

© Josefina Maller

Web site desta imagem: magopatologico.wordpress.com

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O FAUNO...



Não esperei que a Lua me contasse os segredos da noite...


Não esperei que as estrelas cantassem serenatas ao luar...

Não esperei que os pirilampos incendiassem o escuro...

Não esperei que as aves nocturnas suspirassem de amor...

Não esperei que Vénus se apagasse...

Não esperei que viessem os ventos açoitar as árvores...

Não esperei que as águas dos rios transbordassem...

Não esperei que as nuvens passassem ligeiras...

Não esperei...

Já vou a caminho...

Fauno, protector dos bosques, das águas e das montanhas
pressentiu a minha ânsia de infinito e veio propor que o seguisse...

Já vou a caminho...

© Josefina Maller

Web site da imagem: pinocchio.it
Estátua de Fauno, no Giardino Garzoni (Itália)



segunda-feira, 26 de julho de 2010

CANTAR DE AMOR...



Suave é o voo da ave


Brando, o sussurro do mar...

Terno, o abraço do vento

Límpido, o teu olhar...



Ameno é o suspiro da Lua

Afável, o sorriso da flor...

Sedutora, a bruma do bosque

Eterno, o teu amor...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O BANHO ESQUIVO DA LUA...



A noite veio e o mundo adormeceu.


Então a Lua, despiu os seus véus de prata e mergulhou nas águas do rio, enquanto as sombras ocultavam a sua nudez, de luminoso mármore branco.

Os pirilampos apagaram os seus lumes, e todos os seres noctívagos recolheram-se nos ramos mais altos das árvores. Nas margens.

Os peixes refugiaram-se nas grutas rochosas, lá nas profundezas das águas do rio.

O silêncio era quase absoluto. Nenhum ser ousava feri-lo.

Ouviam-se apenas uns suspiros. Uns lânguidos suspiros.

Era a Lua que suspirava, do prazer intenso, que cada mergulho lhe proporcionava. Por vezes, deixava-se afundar, e seguia o curso das águas, que passavam vagarosas, sem urgência...

A Estrela do Pastor estava vigilante. Nada poderia perturbar o banho da Lua, que se prolongou até ao amanhecer.

Quando o Sol começou a despontar, a Estrela enviou um dos seus raios luminosos, anunciando à Lua o despertar do mundo.

Então a Lua vestiu os seus delicados véus de prata, e lançou-se num voo gracioso até aos confins do Universo, deixando pelo caminho pequenas gotas de água, que logo se transformaram em estrelas.

E, no rio, ficou um rasto luminoso, que tornou as águas mais límpidas e misteriosas.









A partir de então, quando a noite chega, ouvem-se ainda os suspiros de prazer da Lua, no seu banho esquivo, naquela noite em que o mundo adormeceu...






(Origem da foto da Lua: Internet)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O GATO ROMÂNTICO



          O gato

          namora

          a lua.

         Coitado!

         Como alcançá-la?



               É esse o

               seu grande drama!...