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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A FLOR CAÍDA...



As flores do meu jardim murcharam


As águas dos rios secaram

Os pássaros emudeceram

Os raios do Sol recuaram

As trevas cobriram a Terra...

Algures começava uma guerra, e o ódio e a fome dominaram aquela parte do mundo, ocultando a vida debaixo de um fosso profundo...

E uma criança chorou, fugiu, gritou...
E por fim, na terra fria tombou, de morte ferida...

Ao olhar para aquela flor caída,
abominei a abominável criatura que a fez tombar...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

TERRA SECA...




Assim começa o futuro, erguido sobre uma terra seca.

O que é que ela tem para nos dar? Pergunta a criança quando começa a saber perguntar.
E a resposta é tão seca como essa terra onde a criança espera construir o seu futuro.
De quem será a culpa? Da terra porque é seca? Ou do homem porque a secou? Esse homem que se preocupa apenas em destruir a vida… Não pense ele que essa sua força perdurará e o manterá vivo e poderoso para sempre. Esse homem, que destrói o mundo com os seus excessos e as suas frivolidades.
E que valor tem uma vida morta? Se é apenas um monte de carne podre que serve de alimento aos vermes, os quais, desse modo, conseguem sobreviver nessa terra seca…
É aí que o poder desses vermes começa e acaba o do homem…
E assim se ergue o futuro sobre uma terra seca habitada apenas por vermes que esperam a carcaça do homem…
Esse homem que se recusa a reconhecer o valor da vida.

Terra seca! Vazia do homem! Vazia da vida! Entregue ao poder dos vermes…
E assim começa o futuro, erguido sobre uma terra onde só existirá restos de vidas mortas!...