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terça-feira, 20 de abril de 2010
SÚPLICA...
Eis-me prostrada sobre a terra,
ainda húmida do orvalho da noite.
Sinto-lhe o cheiro forte e doce,
este cheiro que me conduz
a um tempo que desconheço,
a lugares nunca visitados,
a experiências nunca vividas,
a memórias imemoráveis,
a um sino que toca na escuridão,
a pedras soltas,
ruínas,
heras cobrindo muros...
Não sei onde estou,
não sei o que sou,
não sei...
O que queres de mim, terra,
que me chamas com o teu odor, forte e doce...?
Por que me arrastas
para estas desconhecidas lonjuras? ...
Deixa-me voltar
para o meu universo
feito de silêncios e sons,
de luas e sóis,
e desta flor que
desabrocha todas as manhãs,
no meu olhar...
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