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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O CAMINHO...




Não sou pedra

Não sou flor

Nem água

Nem rio...



Não sou árvore

Não sou lago

Nem folha caída

Nem orvalho...



Não sou estrela

Não sou luar

Nem chuva

Nem Sol...



Não sou...!



Mas tenho um caminho

Onde há pedras, flores, águas e rios...

Árvores, lagos, folhas caídas e orvalho...

Estrelas, luar, a chuva e o Sol...



E tenho o vento que me leva

Até àquele infinito

Lá, naquele além,

Onde tudo termina

Para recomeçar...



Texto e fotografia © Josefina Maller

ACTO DE AMOR...





A flor nasce

para colorir

a tristeza do homem...




Mas a vida da flor

é efémera

assim como efémera

é a alegria do homem...


Porém

mais vale a felicidade breve

do que a tristeza perene...


Semear uma flor

para colorir a tristeza

do homem

é um acto de amor...


(Texto e fotografia © Josefina Maller)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

CANTAR DE AMOR...



Suave é o voo da ave


Brando, o sussurro do mar...

Terno, o abraço do vento

Límpido, o teu olhar...



Ameno é o suspiro da Lua

Afável, o sorriso da flor...

Sedutora, a bruma do bosque

Eterno, o teu amor...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A FLOR CAÍDA...



As flores do meu jardim murcharam


As águas dos rios secaram

Os pássaros emudeceram

Os raios do Sol recuaram

As trevas cobriram a Terra...

Algures começava uma guerra, e o ódio e a fome dominaram aquela parte do mundo, ocultando a vida debaixo de um fosso profundo...

E uma criança chorou, fugiu, gritou...
E por fim, na terra fria tombou, de morte ferida...

Ao olhar para aquela flor caída,
abominei a abominável criatura que a fez tombar...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

SEMEANDO UMA FLOR...



A flor nasce para colorir a tristeza do homem…


Mas a vida da flor é efémera, assim como efémera é a alegria do homem…

Porém, mais vale a felicidade breve do que a tristeza perene…

Semear uma flor, para colorir a tristeza do homem, é um acto de amor…